O que Visitar

Alfândega Régio – Museu da Construção Naval de Madeira

Descrição: Em pleno século XV, o apogeu do comércio marítimo provoca um crescente movimento nos portos do reino, ao qual o porto de Vila do Conde não é excepção. Assim, neste contexto D. João II, por carta de 27 de Fevereiro de 1487, cria a Alfândega Régia de Vila do Conde.

 O edifício da Alfândega Régia – Museu da Construção Naval fica situado na rua Cais da Alfândega, no coração da zona ribeirinha de Vila do Conde, onde, outrora, laboraram os estaleiros navais vilacondenses. Datado do final do século XV, o edifício sofreu, ao longo do século XVIII, sucessivas ampliações de modo a colmatar as necessidades ditadas pelo intenso tráfego comercial que então se fazia sentir.

A exposição permanente patente ao público, assume três vertentes que traduzem a função do Museu: a Navegação Portuguesa, nomeadamente aquela que tem origem e destino em Vila do Conde, a história da Alfândega Régia, seu funcionamento, oficiais e produtos desalfandegados, e, simultaneamente, a história da Construção Naval, tipos de barcos construídos em Vila do Conde, e respectivas técnicas e processos construtivos utilizados na Construção Naval de Madeira.

No projecto de recuperação da Alfândega Régia e do Museu dedicado à tradição da Construção Naval em Vila do Conde, é um precioso complemento a construção da réplica de uma Nau. Para além de um importante elemento de atracção turística e lúdica, tem uma função pedagógica, pois, construída com o maior respeito pelas investigações científicas da responsabilidade do Almirante Rogério de Oliveira, incorpora o saber ancestral dos carpinteiros e calafates dos estaleiros vilacondenses.

A fim de mostrar a complexidade da organização das viagens, a Nau apresentará os camarotes do piloto e do cartógrafo, material cartográfico, instrumentos e técnicas de navegação, cozinha e despensa, procurando elucidar sobre a complexidade e as vicissitudes da vida a bordo

 

Morada: Rua Cais da Alfândega 4480-702 Vila do Conde

Contacto Telefónico: 252240740

Endereço electrónico:museus@cm-viladoconde.pt

Site: www.metropolis-digital.pt

 

Auditório Municipal

Descrição: A casa do Submosteiro, também denominada Solar dos Vasconcelos, foi construída por volta de 1770. O facto de se tratar de um imóvel classificado de Interesse Público, conforme Decreto-Lei nº129/77, de 29 de Setembro, não impediu de, em 1980, ter sido objeto de quase total demolição, tendo ficado de pé somente a fachada principal. Procurando encontrar uma solução condigna para o que restava do edifício pré-existente, a Câmara Municipal de Vila do Conde procedeu à aquisição do imóvel, criando, desta forma, as condições necessárias à instalação de um equipamento que compreendesse diferentes vetores socioculturais, nomeadamente a produção de exposições, exibição de cinema e vídeo, realização de conferências, concertos e espetáculos de teatro e dança.

Morada: Praça da República, 4480-715 Vila do Conde

Contacto Telefónico: 252 248 469

Endereço electrónico: geral@cm-viladoconde.pt

Site: www.cm-viladoconde.pt

Arquivo Municipal

Descrição: O Arquivo Municipal de Vila do Conde é um serviço de informação direcionado para dois importantes polos: a administração autárquica (clientes internos) e os munícipes / população em geral (clientes externos), onde se reúne documentação relativa ao município de Vila do Conde, assim como de outras organizações, famílias e empresas.

Morada:Centro de MemóriaLargo de S. Sebastião 4480-706 Vila do Conde

Telefone: 252 617 506

Email: amvc@cm-viladoconde.pt

Site: http://www.cm-viladoconde.pt

Biblioteca Municipal

Descrição: A mais antiga referência, conhecida, à Biblioteca Municipal de Vila do Conde surge no capítulo dedicado à localidade, na publicação «O Minho Pitoresco». A obra, da autoria de José Augusto Vieira, informa que se deveu ao «generoso donativo do Dr. Albino Craveiro» a constituição deste serviço público. Da doação efetuada, em 1884, chegaram até nós 55 livros, todos autografados pelo respetivo proprietário. Mas, o referido fundo documental não foi instalado em espaço próprio para consulta, pois o jornal «O Ave», no seu número 9, de 1892, apela à Câmara Municipal a criação urgente de uma biblioteca pública. Nas comemorações do IV Centenário dos Paços do Concelho, ocorridas em 1944, uma das iniciativas concretizadas visou a criação de uma Biblioteca, tendo ficado instalada «na sala do Arquivo da Câmara». Em 1953, aquando das celebrações do 1º milenário da carta de Flâmula, a Biblioteca passa a funcionar no nº 161 da Rua do Lidador, sendo-lhe atribuído o nome «Abade Sousa Maia» como reconhecimento pela oferta da livraria do abade de Canidelo. Pelo que nos é dado saber, através do recurso a periódicos locais, apenas ocupou as referidas instalações durante três anos, passando, posteriormente, para a Rua da Igreja, onde permaneceu até 1979, data em que foi transferida para a Casa de S. Sebastião. Às doações já referidas, juntou-se parte da biblioteca da família Figueiredo de Faria, de que se realça a coleção da imprensa periódica do Porto da 2ª metade do século XIX e um conjunto de sermões de grande valor. Em 2001, ano do centenário do nascimento de José Régio, a Biblioteca Municipal de Vila do Conde ocupa as atuais instalações, na Rua Dr. António José de Sousa Pereira, tomando o nome do Poeta. Num edifício concebido de raiz, onde foram instalados os diferentes serviços e valências preconizados no Manifesto da UNESCO sobre Bibliotecas Públicas, integrada na Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, finalmente Vila do Conde vê concretizada uma velha aspiração. Este equipamento possui vários serviços de extensão, como é o caso da Biblioteca Itinerante, das Bibliocaixas e das Bibliotecas de Praia. Presta apoio às Bibliotecas Escolares, concretizando todo o processo de instalação nas Escolas do 1º ciclo, e disponibiliza assessoria técnica às instituições dos restantes níveis de ensino. Vila do Conde é dos primeiros concelhos, no âmbito nacional, a possuir o seu catálogo na Internet e, simultaneamente, a criar um catálogo coletivo municipal integrando as E. B. 2/3 e as Secundárias.

Morada: Rua Dr. António José Sousa Pereira 4480-807 Vila do Conde

Telefone:252 240 040

Email: info@bm-joseregio.com

Site: http://www.cm-viladoconde.pt

Casa Antero de Quental

Antero de Quental nasceu em Ponta Delgada a 18 de Abril de 1842. Foi poeta e guia espiritual da geração de 70, um agitador político que se afirmou pelo desejo de intervenção e renovação da vida política e cultural portuguesa. Em 1881, instalou-se em Vila do Conde e procurou assegurar a educação das filhas de Germano Meireles, após o falecimento do amigo. Escreveu os treze sonetos de Vila do Conde.

Casa de Camilo de Castelo Branco

Descrição: Camilo Castelo Branco nasceu em Lisboa a 16 de Março de 1825, na freguesia dos Mártires. Foi poeta, panfletário, polemista, prefaciador, crítico, tradutor, romancista, dramaturgo, bibliografo, historiador, cultor de todos os géneros, sendo o conjunto da sua obra literária o mais vasto e diversificado de todo o século XIX. Veio para Vila do Conde em 1870, devido a problemas de saúde, e manteve-se até 1871. Em Vila do Conde, escreveu a peça de teatro “O Condenado

Casa José Régio

Descrição: José Régio foi, ao longo da sua vida, um grande colecionador de obras de arte, basicamente de cariz popular e, na sua grande maioria, de Arte Sacra. Cristos, ex-votos, ferros, estatuária religiosa, bem como uma vasta gama tipológica de objetos, foram recolhidos, comprados ou trocados por esta grande figura das letras portuguesas do século XX. Após a sua morte, ocorrida a 22 de Dezembro de 1969, e, depois de negociações com a respetiva família, a Câmara Municipal de Vila do Conde adquiriu a casa do poeta, abrindo-a ao público a 17 de Setembro de 1975. É um espaço intimista, com as áreas funcionais de uma casa de habitação, onde o único espaço criado após a sua morte é a sala de pintura moderna, organizada pelo seu irmão Júlio, mas também de acordo com a vontade de Régio.

O escritório, o quarto, local onde faleceu, a sala de jantar e o jardim serão as áreas fundamentais desta casa. Todavia, todo o espaço pretende ser como que um espelho que reflita fielmente a personalidade do poeta, daí a decisão de não alterar qualquer compartimento deste imóvel. No ano de 2005, a Câmara Municipal de Vila do Conde levou a efeito uma importante obra de beneficiação deste imóvel no sentido de garantir a estabilidade do edifício e, simultaneamente, criar condições de conservação ao importante acervo aí instalado. Paralelamente, na casa de Benilde, foi desenvolvida uma obra que visou a instalação do Centro de Estudos Regianos, para além de um conjunto de serviços de apoio à Casa de José Régio, tais como receção, sala de exposições temporárias e auditório.

 

Morada: Av. José Régio, 4480-671 Vila do Conde

Contacto Telefónico: 252 631 532 / 252 619 053

Email: museus@cm-viladoconde.pt

Site:http://www.cm-viladoconde.pt

Capela de São Bento

Descrição: Capela maneirista, de planta quadrangular simples, com fachada principal em empena, possuindo elementos protobarrocos. Foi mandada construir na primeira metade do século XVII, por Manuel Barbosa e sua mulher Maria Baía, ostentando, assim, na fachada a pedra de armas dos Barbosas. O interior apresenta pavimento de pedra, com sepultura dos fundadores, com a sua pedra de armas e inscrição. O retábulo-mor conjuga elementos decorativos do barroco nacional com uma estrutura ainda maneirista.

Morada:Gaveto da rua de S. Bento com a rua Joaquim Mª de Melo, Vila do Conde

Capela de Santa Catarina

Descrição:Do lado Norte da cidade, situada em terrenos arenosos”, a pequena capela de Santa Catarina é um templo baixo-medieval ligado às populações piscatórias da zona. A sua história revela um passado de devoção sob a forma de romaria, efectuada ainda hoje a cada 25 de Novembro.

A arquitectura da capela reforça o carácter de edifício-destino de uma importante romaria. Com efeito, estamos diante de um templo de proporções singelas e sem importantes rasgos arquitetónicos ou estilísticos, dotado de alpendre lateral para albergar os romeiros e demais devotos, com um interior resumido aos espaços essenciais de celebração e de assistência.

A fachada principal é bastante simples, de pano único organizado em dois registos, abrindo-se inferiormente o portal, de arco apontado sem arquivoltas ou colunas, e superiormente, uma pequena fresta retângula. A empena é triangular, truncada por pequena sineira de arco único assente em plataforma horizontal de leve cornijamento. Do lado Sul, em plano ligeiramente inclinado, acompanhando o declive do terreno, existe um alpendre, de telhado de água única prolongando o do corpo do templo e assente em quatro pilares de arestas chanfradas, estando as extremidades poentes e nascente fechadas por muretes.

O interior é de planta longitudinal articulando dois espaços, o da nave e o da capela-mor, a que se associa, do lado Norte, uma pequena sacristia. O acesso é feito pelas portas poente e meridional da nave e, para além da relativa profundidade da capela-mor, cujas dimensões são praticamente idênticas às da nave, sobressaem três retábulos de talha: dois deles neoclássicos e localizados no corpo, e o último, barroco, provavelmente da segunda metade do século XVII, composto por quatro arquivoltas (a interior e a terceira assentes em colunas salomónicas) que ladeiam uma ampla tribuna dotada de trono onde se exibe a imagem do orago.

Apesar das escassas referências históricas acerca da capela, é possível estabelecer a sua construção pelos finais do século XV, uma vez que já é mencionada em 1518, num fólio do Tombo Verde do Mosteiro de Santa Clara. A confirmar-se esta cronologia relativa, estamos perante mais um exemplo da multiplicidade de edificações devocionais verificada no final da Idade Média, em particular as pequenas ermidas de romaria, localizadas em pontos chave da paisagem, e por isso mesmo exercendo um poderoso fascínio sobre as populações. As características arquitectónicas do monumento, ainda que sumárias, integram-se bem nesse lapso temporal e nas mais modestas edificações, em particular no Norte e Interior do país.

Mas se a data de edificação se pode genericamente estabelecer, pouco ou nada sabemos acerca do contexto sócio-económico que presidiu à sua edificação ou do próprio entorno urbanístico original. De 1578 é uma determinação municipal para se desafogar o edifício, o que sugere a existência de um aglomerado urbano anexo, a ponto de prejudicar a própria envolvência da capela. Mas pouco mais podemos adiantar.

Outro tema que nos é difícil abordar é a própria função da capela para além de pólo de romaria. Em 1721, as Memórias Paroquiais referem a existência de uma sepultura de clérigo no pavimento, facto que sugere uma função funerária, em particular ao longoda época moderna, altura em que grande parte dos interiores de edifícios religiosos foi cemitério privilegiado. Mas tal informação carece ainda de confirmação e a investigação arqueológica nunca foi aqui desenvolvida, pelo que esta é apenas mais uma hipótese de trabalho.

Restaurada parcialmente em 1992, numa campanha que privilegiou os elementos estruturais e exteriores, é necessário proceder-se a uma intervenção de restauro de património integrado, que permita travar a ruína das obras de talha

Centro de Ciência Viva

Descrição:O Centro Ciência Viva de Vila do Conde está instalado no edifício da antiga Cadeia Civil. Este edifício tem a configuração geométrica de um dodecágono e contém um pátio interior encimado com uma claraboia em vidro. Esta antiga cadeia cessou as suas funções nos anos 70. Em Março de 2002, abriu de novo as suas portas desta vez como Centro Ciência Viva. O Centro tem como destinatários principais a comunidade escolar, investigadores, para além do público em geral. São objetivos do Ciência Viva:

- Contribuir para um aumento da literacia científica da população em geral, ensinando mais e melhor ciência num contexto lúdico e de lazer;

- Promover ações de divulgação científica e tecnológica que visem, nomeadamente, o desenvolvimento da cultura científica e tecnológica junto da população em geral e, em

- Particular, junto da comunidade escolar;

- Proporcionar condições facilitadoras para uma aprendizagem significativa no Ensino Experimental das Ciências;

- Demonstrar que muitos dos métodos e descobertas da Ciência são acessíveis ao cidadão comum.

Morada: Antiga Cadeia Civil Av. Bernardino Machado, n.º 96 4480 Vila do Conde

Contacto Telefónico: 252 633 383

Email:info@viladoconde.cienciaviva.pt

Site: www.viladoconde.cienciaviva.pt

 

Centro de Memória

Descrição: Sendo a memória coletiva o motor do sentido de comunidade, entendeu a Autarquia Vilacondense levar por diante a iniciativa de construção de um espaço que potenciasse a reunião, investigação e comunicação dos diversos sentidos da memória do território de Vila do Conde criando, simultaneamente, um espaço dedicado às artes, destinado à cultura e ao lazer. Juntando as valências do Arquivo Municipal, Gabinete de Arqueologia e da Unidade Central do Museu de Vila do Conde, o Centro de Memória foi concebido com o intuito de funcionar no belíssimo edifício da Casa de S. Sebastião, resultando de um projeto de regeneração do edifício existente e da criação de dois novos corpos, duplicando, desta forma, a área inicial. O referido imóvel que, desde há um século, significa uma centralidade na cultura do nosso concelho, primeiro pela mão do teatrólogo Jorge Faria, depois pela intervenção municipal que ali instalou a antiga Biblioteca e parte do Arquivo Municipal, continuará a assumir, de forma inquestionável, lugar de destaque no panorama cultural local, regional e nacional. Exemplo disso apontamos a distinção da recuperação do imóvel com o prémio IRHU de reabilitação e Prémio Nacional de Arquitetura Alexandre Herculano, tendo sido, ainda, nomeado para o prémio SECIL. A existência de um espaço de exposições temporárias dedicadas à arte contemporânea, de uma sala polivalente para conferências, a criação do serviço educativo, bem como a existência ainda do Espaço Internet, da cafetaria, da loja e do Centro de Pedagogia Ambiental, associados aos 7.000m2 de jardim fazem da Casa de S. Sebastião, um equipamento cultural dos e para os vilacondenses e de todos que nos visitam, um espaço de fruição de informação, cultura e lazer. No Centro de Memória funciona o Arquivo Municipal, numa perspetiva integrada, que não separa o que tradicionalmente se designa por arquivo histórico do arquivo corrente, uma vez que ambos são essenciais para a consciencialização da memória coletiva, mais remota ou mais recente, conjugando ainda diferentes valências de serviços disponíveis aos diferentes tipos de público, como a sala de consulta, a fotografia e o vídeo, bem como áreas de depósito, áreas técnicas de desinfestação e higienização de documentos, áreas de receção e gabinetes de trabalho, de acesso reservado. O Gabinete de Arqueologia tem vindo a desenvolver diversos projetos de investigação, de conservação e de divulgação dos sítios arqueológicos do concelho, onde ganham destaques os projetos de escavação da Cividade de Bagunte e de divulgação do Castro de S. Paio. À exceção do laboratório de conservação e restauro, este serviço municipal encontra-se sediado no Centro de Memória. Também é nas suas reservas que o espólio arqueológico à guarda da Câmara Municipal está acondicionado, depois de ter sido intervencionado pelo laboratório de conservação e restauro. Deste modo, para além de garantir a preservação dos vestígios materiais dos nossos antepassados em condições de excelência, permite fazer uma articulação eficaz com o Centro de Memória ao nível das suas exposições. Paralelamente, na unidade central do Museu Municipal, estrutura polinucleada constituída por diversos núcleos museológicos, Alfândega Régia – Museu de Construção Naval, Nau Quinhentista, Museu das Rendas de Bilros e Casa de José Régio, estão reunidas as condições inerentes à boa prática museológica, estando devidamente identificados os espaços sociais, assim como técnicos, nomeadamente, amplas reservas e laboratório de conservação e restauro. A exposição permanente da unidade central, “Vila do Conde: Tempo e Território”, é um espaço de diálogo, de sensações e de emoções que motivam a reflexão sobre os processos e as relações históricas e socioculturais que ao longo de milhares de anos construíram a identidade de Vila do Conde, contribuindo para a construção de uma imagem real do passado, presente e futuro de Vila do Conde. São 19 salas sobre o concelho de Vila do Conde, as suas origens, as suas gentes, os seus ambientes, que remetem para uma viagem, com início há cerca de 200 mil anos, percorrendo um conjunto de períodos determinantes na constituição da identidade de Vila do Conde.

 

Morada:Largo de S. Sebastião 4480-706 Vila do Conde

Contacto Telefónico: 252 617 506

Email:centro.memoria@cm-viladoconde.pt

Site: http://www.cm-viladoconde.pt

 

 

Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental (CMIA)

Descrição:O CMIA é um equipamento municipal com a coordeção científico-técnica do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) da Universidade do Porto que pretende contribuir para o desenvolvimento de ações de sensibilização e educação ambiental e monitorização de diversos descritores ambientais. Procura desta forma gerir esta informação de forma a contribuir para a melhoria da qualidade ambiental.

Morada: Avenida Marquês Sá da Bandeira, 320 4480-916 Vila do Conde

Telefone: +351 252 637 002

Email: cmia@cm-viladoconde.pt

Site: http://www.cmia-viladoconde.net/

Igreja da Misericórdia

A Igreja da Misericórdia situa-se no Largo da Misericórdia, atual Largo Dr. António José de Almeida. A sua construção iniciou-se em 1525, estando concluída por volta de 1536. O crescente desenvolvimento da Irmandade originou e possibilitou a ampliação deste templo em 1599. Manteve-se a estrutura de uma só nave, com cabeceira tripartida, Capela-mor e Capelas colaterais, do estilo "severo da Renascença Filipina". Os panos interiores estão revestidos de azulejo do século XVII. Datam da mesma altura o teto em caixotões com fechos de flores douradas que cobre todo o corpo da Igreja, as grades de pau-preto que separam o presbitério da assembleia, o púlpito e o coro-alto, assente em duas colunas com fustes lisos, tendo nelas pintado a ouro sobre fundo azul o símbolo da Eucaristia – a vinha. É de salientar as telas que encimam as capelas colaterais, datadas de 1703, de autor desconhecido, que representam duas cenas bíblicas, a “Deposição no Túmulo” e a “Verónica”. Na parte destinada aos fiéis encontra-se ainda o Cadeiral da Mesa Administrativa, de uma só peça com treze lugares, tendo ao centro as armas reais e a coroa. Fachada da Igreja No exterior da Igreja, a fachada de estilo Renascença é ornamentada por quatro colunas, assentes em bases robustas que sustentam na cornija as esculturas em pedra de Nossa Senhora da Conceição, de um lado, e da Visitação de Nossa Senhora a sua prima Isabel , do outro. Por cima destas destaca-se uma fresta, que inicialmente era ladeada por duas outras mais pequenas. Órgão Situa-se no coro alto, do lado da Epístola. É de tipo Ibérico, com torre central e ladeado de duas outras, duas platibandas, trompeteria horizontal, dezasseis meios registos, caixa em talha policromada em madeira de castanho, tendo sido restaurado em 2002. Pertenceu ao Mosteiro de S. Simão da Junqueira e foi adquirido por esta Santa Casa em 1773, aquando da extinção do referido Mosteiro. Varas As varas da Mesa Administrativa, símbolo de poder e hierarquia, são relevantes não só pelo seu valor artístico, dourados e pinturas (Nossa Senhora da Misericórdia, Bandeira Monárquica e símbolo da morte), mas também por serem quase únicas no conjunto das Misericórdias do País.

Forte de São João Baptista

Construção do séc. XVII, o Forte de S. João Baptista é certamente um marco histórico da cidade de Vila do Conde, mandado construir com o intuito de proteger a vila de possíveis ataques feitos por mar. O Forte foi projetado com cinco baluartes e com igual numero de torreões de vigia, dos quais se ergueram apenas três. Filipe Tércio foi o arquiteto escolhido pelo rei para projetar o Forte, mas não foi ele quem terminou a obra, que conheceu em 1624 um novo ânimo, devido à intervenção de D. Teodósio II, senhor de Vila do Conde na altura, que encarregou o sargento-mor, António de Vila - Lobos, de concluir a obra. Imponente obra de arquitetura militar, o Forte de São João Baptista apresenta sobre a porta de entrada a coroa e armas reais; da ponte levadiça, existente em tempos idos, não resta qualquer vestígio. Ao entrar no Forte e depois de atravessar a praça de armas pode ainda ser vista a Porta Falsa ou Porta da Traição. O poço existente dentro do Forte servia para o abastecimento de água. O Forte está ligado a um episódio da nossa história nacional. Em 8 de Julho de 1832, D. Pedro IV tentou desembarcar no porto do Ave e para preparar o empreendimento, mandou a terra o Capitão de Engenharia Sá Cardoso (futuro Marquês de Sá da Bandeira) com a missão de conseguir a adesão do Brigadeiro Cardoso. A recusa persistente deste obrigou D. Pedro IV a desembarcar mais a sul, na praia de Arnosa de Pampelido, no Município de Matosinhos. Com o passar dos anos o Forte foi perdendo a sua utilidade e funcionalidade, o que levou ao seu abandono e consequente degradação. Foi só muito recentemente levada a cabo a recuperação deste tesouro do património nacional, transformando-o num Hotel de Charme, que combina o conforto, o charme e a elegância, de forma a que quem o visite, se sinta no presente a viver o passado.

Galeria de Arte cinemática

Solar de S. Roque: Solar – Galeria de Arte Cinemática, Loja das Curtas e Residência de Estudantes

O Solar de S. Roque, erguido em finais do século XVIII na Rua do Lidador, antiga Rua Nova, assenta sobre antigas fundações de um imóvel quinhentista. O projeto de recuperação deste edifício compreendeu uma residência de estudantes, complemento das instalações da Escola Superior de Estudos Industriais e Gestão do Instituto Politécnico do Porto, e, ocupando todo o piso térreo, a galeria Solar. A Solar – Galeria de Arte Cinemática é o primeiro espaço no país exclusivamente dedicado à intersecção entre o Cinema e as outras artes, um espaço privilegiado para a apresentação de obras que se situam num território de fronteira, de experimentação audiovisual, do cinema e do vídeo e das outras artes que de algum modo os prolongam e reinventam. A programação regular da galeria é da responsabilidade da Curtas Metragens – Cooperativa de Produção Cultural CRL, estrutura responsável pela organização do festival Curtas Vila do Conde, evento de relevância internacional que esteve na origem deste projeto. A Solar abriu recentemente no seu espaço a nova Loja das Curtas para a venda de artigos únicos relacionados com o Cinema, a Animação, a Ilustração, a Música, e outras formas de expressão, juntamente com os artigos produzidos pela Curtas Metragens CRL, no âmbito do Festival Curtas Vila do Conde, da própria galeria Solar bem como das outras atividades da Cooperativa. Uma nova plataforma onde podemos encontrar cds, dvds, livros e outros objetos com um forte cunho autoral e que sugerem novas abordagens ou tendências, para diferentes faixas etárias. A loja apresenta também um conjunto de obras de escritores vilacondenses, bem como de outros autores intimamente ligados à história desta Cidade e da Galeria que agora celebra 10 anos de atividade permanente. Contactos Rua do Lidador 4480-791 Vila do Conde Telefone: 252 648 226 E-mail: solar@curtas.pt Website: http://www.curtas.pt/solar Horário de funcionamento Loja das Curtas: segunda a domingo - 14h00/18h00 Solar – Galeria de Arte Cinemática: terça a domingo - 14h00/18h00 Entrada gratuita

Igreja de Nossa Senhora do Desterro

Descrição: O que conhecemos hoje por Igreja do Desterro teve diversas invocações e localizações. A velha capela de S. Tiago é mencionada no "Tombo Verde" do Mosteiro de Santa Clara de 1518. O senhor Júlio Vasques, estudioso e amigo desta igreja de Nossa Senhora do Desterro, da qual foi, inclusivamente juiz, escreveu um livro sobre a mesma — “A Estória que ninguém contou”. É desta obra que retiramos as principais referências para esta pequena publicação. Nela se comenta a problemática da primeira invocação da capela que ficava, para referência atual, a meio do parque de ténis, na Avenida Júlio Graça. Porquê a invocação de S. Tiago? O autor avança com várias hipóteses, mas uma nos parece a mais plausível: a capela fora construída por homens da terra, da lavoura, uma vez que S. Tiago não era muito venerado nos meios piscatórios, junto dos quais foi fundada. Provavelmente aquela ermida, cujo santo montava a cavalo com sabre na mão — “S. Tiago mata-mouros” — servisse de alguma forma para dar alento aos que junto ao rio sofriam com a pirataria moura, numa época em que as praias eram mais frequentadas por piratarias da zona magrebina do que pelos habitantes do Reino.

Igreja de Nossa Senhora da Lapa

Descrição:No primeiro quartel do século XVI, deu-se a reedificação de uma capela que existia no local, dedicada a São Bartolomeu, que também possuía a invocação de Nossa Senhora da Lapa, pelo padre Manuel Álvares. No ano de 1634, no Tombo Novo de Santa Clara, é mencionada a existência da Capela de São Bartolomeu que possuía Confrarias de São Bartolomeu e São Lourenço, com indulgências dadas pelo Papa Urbano VIII. Data de 20 de julho de 1743 uma carta do Deão do Porto, Jerónimo de Távora de Noronha, a António Carlos Carneiro de Figueiredo, morgado de Senra, dando conta que Nicolau Nasoni encontrava-se a riscar um projeto para Vila do Conde, possivelmente a Igreja da Lapa, sendo a sua construção da responsabilidade dos mestres pedreiros João Monteiro, João António Dias e Matias Francisco de Passos. Em 1758, o Prior Falcão informa que a capela se encontrava bastante arruinada, estando a ser reedificada e ampliada. A atual Igreja apresenta planta longitudinal e nave única, com decoração interior, retábulos de talha branca e dourada datam do século XIX, neoclássica

Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes

Descrição: Paróquia nova criada em 1944 por desanexação da paróquia de Vila do Conde.

O lugar de Caxinas, situado no litoral entre Vila do Conde e a Póvoa de Varzim entrou em franco desenvolvimento urbano a partir da 2ª metade do séc. XIX. Grande parte da população era constituída por famílias de pescadores, pobres, oriundos da Póvoa de Varzim que se fixaram no lugar de Poça da Barca.

No entanto, foi no lugar das Caxinas que se construi o primeiro templo, aí por 1890, dedicado ao Senhor dos Navegantes. Em 1922, a devoção tomou forma canônica pela instituição da Confraria de Nosso Senhor dos Navegantes. A esta Confraria foi doado em 1927 um terreno, próximo do mar, onde logo deram início à construção de uma nova capela que, no ano seguinte, se inaugurou para sede de uma capelania com obrigação da missa dominical e assistência religiosa aos moradores do lugar.

Estavam lançadas as bases de uma nova paróquia que haveria de ser criada pela Provisão Canônica de 5 de Dezembro de 1944.

A paróquia teve um crescimento rápido a exigir novas estruturas. Assim nasceu o Centro Paroquial (1970) e mais tarde a nova e elegante Igreja Paroquial inaugurada em 1985 (a famosa "igreja do Barco").

Morada:Residência Paroquial das Caxinas * 4480-728 VILA DO                    CONDE

Telefone:252 644 006

Largo dos artistas – Grupo Escultórico de Homenagem aos Trabalhadores

Descrição: O largo dos Artistas, situado em pleno coração da cidade, deve a sua denominação atual aos artífices que ali se reunião para captar novos trabalhadores. Já na Idade Média e Moderna ali se encontravam os carpinteiros calafates, alfaiates e outros. Estas reuniões prolongaram-se até meados do seculo xx onde, no então Largo do Senhor da Cruz, se encontravam profissionais ligados aos setor da construção civil.

Este monumento inaugurado no dia 1 de Maio de 2002, é dedicado aos trabalhadores vila condenses que contribuíram para a expansão da cidade. As 3 figuras construídas á escala humana e concebidas pelo escultor Manuel Sousa Pereira, representam 1 carpinteiro 1 trolha e um pedreiro.

Morada: Largo dos artista 4480

Loja Interactiva de Turismo

Descrição: A Loja Interativa de Turismo faz parte de um projeto conjunto da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal e dos Municípios que integram esta região. Este equipamento é uma montra privilegiada da oferta turística e do artesanato do nosso concelho utilizando as novas tecnologias para tornar a informação mais acessível aos visitantes e turistas. Vila do Conde, com a criação da Loja Interativa, faz parte do primeiro destino turístico mundial ligado em rede, pois a informação está acessível nas restantes lojas que integram o projeto. São 65 lojas a implementar pelo que o relacionamento entre os Municípios vai potenciar o turismo enquanto negócio e motor da economia local e regional.

Morada: Rua Cais das Lavandeiras4480 - 789 Vila do Conde

Telefone:252 248 445

Email:turismo@cm-viladoconde.pt

Site: http://www.cm-viladoconde.pt

 

Museu dos Bombeiros

O Museu dos Bombeiros, instalado entre 1984 e 1998 no Quartel da Av. Marquês Sá da Bandeira, encontra-se hoje em novas instalações no Quartel situado na Rua D. Sancho I. 

O espaço é composto por duas salas, uma destinada à exposição, e outra a audiovisuais e serviços educativos. 

Para além destas áreas, o Museu dispõe de uma miniescola fixa de trânsito, onde os visitantes podem tomar conhecimento de algumas normas de actuação, de acordo com a Prevenção Rodoviária Portuguesa. 

A coleção do Museu dos Bombeiros retrata a atividade da associação, sendo constituída por viaturas antigas, de tração animal, manual e mecânica, fardas de intervenção, de gala, da Fanfarra e da Banda de Música dos Bombeiros, numismática, galhardetes, salvados, fotografias e documentação que relata a história da corporação. 

Museu das Cinzas

Descrição: O Museu das Cinzas encontra-se instalado numa sala, projetada pelo Eng.º Eça Guimarães, anexa à Igreja do antigo Convento de N.ª Sr.ª da Encarnação, hoje mais conhecida como Igreja de S. Francisco. O Convento foi mandado erigir em 1522, por D.ª Isabel Mendanha, que, depois de pronto, o entregou a 12 religiosos, número posteriormente aumentado para 20. A extinção do Convento, em 1834, originou a dispersão de todos os seus bens. A base da coleção do Museu são as 16 imagens da Procissão das Cinzas. O acervo é ainda constituído por livros de registo, alfaias litúrgicas, bordados a matiz, saiais de andor bordados a ouro, utensílios da Procissão, pratarias, bem como imagens sacras desde o século XIII até ao século XVIII. A exposição organiza-se a partir de uma peça central – A ESTIGMATIZAÇÃO DE S. FRANCISCO – em volta da qual se encontram todas as outras imagens que incorporam o préstimo religioso. Na galeria superior, encontram-se as alfaias litúrgicas, bem como toda a documentação.

Morada:Largo Dr. Acácio Barbosa, 36 4480-952 Vila do Conde

Contacto Telefónico: 252 631 477

Site: www.cm-viladoconde.pt

 

Museu das Rendas de Bilros

Descrição: Instalado em 1991 na Casa do Vinhal, típico solar urbano do século XVIII, o Museu veio criar uma dinâmica em torno das Rendas de Bilros, nomeadamente na sua divulgação. O edifício mantém ancestrais ligações às Rendas de Bilros, pois nele se sediou e funcionou a Escola de Rendas. A coleção do Museu das Rendas de Bilros é composta por todo o tipo de instrumentos e materiais utilizados na produção das Rendas de Bilros. Do acervo do Museu fazem parte belos exemplares de Rendas de Bilros, desenhos e piques, bilros e almofadas e documentos vários. Merece ainda referência a coleção de bilros e almofadas estrangeiras, testemunho dos sucessivos contactos com centros produtores além-fronteiras.

A exposição permanente do Museu para além de apresentar a tradicional renda vilacondense, expõe, simultaneamente, várias rendas contemporâneas, fruto de um conjunto de atividades desenvolvidas com outros centros produtores de rendas na Europa, bem como inúmeros trabalhos concebidos por estilistas nacionais. Mas a presença de Rendilheiras que, num recanto cheio de luz, mostram aos visitantes a sua perícia na arte de bem dedilhar os bilros, constitui um particular motivo de interesse do único Museu de Rendas de Bilros em Portugal.

 

Morada: Rua de S. Bento, 70 4480-781 Vila do Conde

Contacto Telefónico: 252 248 470

Endereço eletrónico: museus@cm-viladoconde.pt

Site: http://www.cm-viladoconde.pt/

Padrão aos mortos na primeira guerra mundial

Descrição: Ao longo da segunda década do século passado, a Junta Patriótica do Norte procurou que as cidades e vilas de Portugal homenageassem os seus mortos durante a 1ª Guerra Mundial, erguendo um monumento em honra dos soldados que ali pereceram. Também em Vila do Conde foi implantado o padrão que se encontra na Avenida Figueiredo Faria, na «Meia Laranja», segundo o projeto-tipo promovido pela Junta Patriótica do Norte. As verbas para a edificação do monumento foram conseguidas pela «Caixa dos Vinte Amigos Mocidade Alegre de Vila do Conde». Trata-se de uma construção singela, em granito, que tem como base a Cruz de Malta, num padrão de quatro faces, encimado pelas armas de Vila do Conde. A sua inauguração teve lugar a 10 de abril de 1932, catorze anos e um dia passados sobre a batalha de La Lys, assim se prestando homenagem aos vilacondenses que perderam a vida no primeiro conflito bélico à escala planetária. Simbólico monumento, foi ali descerrada uma placa de bronze em memória dos combatentes vilacondenses, a 11 de novembro de 1968, assinalando a passagem dos 50 anos da assinatura do Armistício.

Morada: Avenida Figueiredo Faria

Padrão da Memoria

Descrição: Padrão da Memória pretende assinalar que a 8 de julho de 1832 se virava uma página da História de Portugal, iniciada com a tentativa de desembarque das tropas de D. Pedro, em Vila do Conde, pois Sá Nogueira, que mais tarde ganharia o título de Marquês de Sá da Bandeira, não consegue a adesão do Brigadeiro Cardoso de Menezes, destacado para, no Forte de São João Baptista, impedir o desembarque. Assim, gorada a tentativa, não restou à esquadra de D. Pedro outra alternativa senão dirigir-se para sul. Mindelo ou Pampelido? Certo é que mais de seis dezenas de navios formariam necessariamente uma extensa linha paralela à costa, frente aos “pinheirais de Mindelo que em Azurara começam e ao Porto vão acabar”. E certo é que os sete mil e quinhentos homens que compunham o exército libertador ficariam conhecidos como “Os Bravos de Mindelo”.

Morada: Avenida Brasil

Palacete Melo

Descrição: Antiga colónia balnear da Fundação Narciso Ferreira, o Palacete Melo insere-se num conjunto urbano que exemplifica a ideia romântica da estância balnear de finais do século XIX. A expansão balnear oitocentista processa-se segundo novos princípios de concepção tipológica e este palacete assume a sua importância porquanto define não só um momento de referência da história local mas também porque o conjunto em que se integra é um dos raros exemplos de estância balnear, uma vez que na Póvoa do Varzim foram destruídos exemplares arquitectónicos semelhantes.

Pelourinho de Vila do Conde

Descrição: A muito antiga povoação de Vila do Conde pertenceu, ainda antes da nacionalidade, ao Mosteiro de Guimarães. Foi mais tarde terra reguenga. Teve primeiro foral dado por D. Dinis, em 1296, e foral novo de D. Manuel, datado de 1516. Na sequência deste foral foi erguido um pelourinho, na praça que se viria a chamar de Velha , por mais tarde se ter aberto uma nova. A Praça Nova foi aberta em 1538, no reinado de D. João III, e nela foram então construídos novos edifícios dos Paços do Concelho. No mesmo ano, deliberou o monarca que o pelourinho fosse transferido para esta praça; porém, durante as obras de montagem do mesmo, em 1539, o povo decidiu a sua destruição, por ser símbolo antigo de aplicação de justiça que já não competia aos municípios. Quase no final da centúria, em 1582, é ordenada a sua reconstrução na Praça da Ribeira, certamente para evitar desta vez a proximidade da picota com os paços concelhios. O pelourinho regressou enfim à Praça Nova, hoje Praça Vasco da Gama, em 1913. Está portanto situado nas imediações da Câmara Municipal, e igualmente da bela igreja matriz de Vila do Conde, igualmente construída por iniciativa de D. Manuel. O pelourinho assenta numa singela plataforma oitavada, de grande altura, a cujo topo se acede através de quatro pequenos degraus abertos numa das suas faces. Esta plataforma será de construção moderna, sendo as suas faces percorridas por inscrições alusivas ao atribulado percurso do pelourinho. A coluna possui base oitavada, encimada por moldura boleada com a mesma secção. O fuste é constituído por quatro colunelos lisos, torsos, cingidos a meia altura por um anel encordoado, e perto do topo por uma moldura semelhante, mas adaptada ao contorno das vergas. É encimado por original gaiola, ou roca aberta, muito ornamentada. A gaiola possui a metade inferior em taça muito ornamentada, e a metade superior vazada por oito orifícios, envolvidos por cadeias de argolas decorativas. O conjunto é rematado por pequena esfera lisa, onde se crava a grimpa, formada por uma haste em ferro de onde sai um braço empunhando ,uma ,espada. O monumento, de aparência algo híbrida, certamente em função de diversas intervenções, será composto por elementos manuelinos conservados, sobre base moderna. A grimpa é curiosamente semelhante à do pelourinho de Nisa, remontado (refeito?) no século XX. Sílvia Leite

Morada: Praça Vasco da Gama Vila do Conde 4480 Vila do Conde

Praça de José Régio

Descrição: A Praça José Régio resulta de uma operação urbanística, na qual o interior do quarteirão em que se insere foi convertido em espaço público. No ano de 1984, a Câmara Municipal de Vila do Conde atribui o nome de José Régio à nova praça, sendo colocada no seu centro uma estátua do poeta e escritor emérito, da autoria do escultor António Duarte.

Em 2004, o espaço é sujeito a obras de requalificação, cujo principal objetivo é criar um espaço propício à sociabilização. De forma a potenciar a função de convívio e estadia, a praça é dotada de bancos, é arborizada e recebe canteiros com plantas de flor, com evidente diversidade cromática. A praça está rodeada por diversos bares e restaurantes, que fazem com que atualmente seja o espaço de eleição de convívio noturno, apropriado, maioritariamente, pela juventude.

Localização: Praça José Régio

Praça da Republica

Descrição:A Praça da República é uma das mais centrais e mais movimentadas da cidade. Está na parte inferior perto do rio e da ponte que liga o centro da cidade de Vila do Conde com Azurara. Da praça, onde começa a empinada rua com escadas que dá acesso à área superior, que abriga a Igreja e Convento de Santa Clara e o aqueduto impressionante. A praça é muito grande e tem vários canteiros com flores e jardins. No centro há uma fonte de granito, também a escultura (busto)de Domingos Antunes de Azevedo. O edifício mais importante desta praça é a Casa dos Vasconcelos.

Rendas de Bilros

Descrição: A renda de bilros é realizada sobre uma almofada dura, o rebolo, cilindro de pano grosso, cheio com palha ou algodão, cujas dimensões dependem da dimensão da peça a realizar, coberto exteriormente por um saco de tecido mais fino. A almofada fica sobre um suporte de madeira, ajustável, de forma a ficar à altura do trabalho da rendilheira. No rebolo, é colocado um cartão perfurado, o pique, onde se encontra o desenho da renda, feito com pequenos furos. Nos furos da zona do desenho que está a ser realizada, a rendilheira espeta alfinetes, que desloca à medida que o trabalho progride. Os fios são manejados por meio de pequenas peças de madeira torneada (ou de outros materiais, como o osso), os bilros. Uma das extremidades do bilro tem a forma de pera ou de esfera, conforme a região. O fio está enrolado na outra extremidade. Os bilros são manejados aos pares pela rendilheira que imprime um movimento rotativo e alternado a cada um, orientando-se pelos alfinetes. O número de bilros utilizado varia conforme a complexidade do desenho.Rendeira de bilro (s), Ceará. Em Portugal a arte da renda de bilros tem especial expressão nas zonas piscatórias do litoral, com maior relevo para Peniche e Vila do Conde, onde esta arte é antiquíssima

Réplica da Nau Quinhentista

Descrição:

Em pleno século XV, o apogeu do comércio marítimo provoca um crescente movimento nos portos do reino, ao qual o porto de Vila do Conde não é exceção. Assim, neste contexto D. João II, por carta de 27 de Fevereiro de 1487, cria a Alfândega Régia de Vila do Conde. Horário de Funcionamento: Terça a Domingo - 10h00 às 18h00

O edifício da Alfândega Régia – Museu da Construção Naval fica situado na rua Cais da Alfândega, no coração da zona ribeirinha de Vila do Conde, onde, outrora, laboraram os estaleiros navais vilacondenses. Datado do final do século XV, o edifício sofreu, ao longo do século XVIII, sucessivas ampliações de modo a colmatar as necessidades ditadas pelo intenso tráfego comercial que então se fazia sentir. A exposição permanente patente ao público, assume três vertentes que traduzem a função do Museu: a Navegação Portuguesa, nomeadamente aquela que tem origem e destino em Vila do Conde, a história da Alfândega Régia, seu funcionamento, oficiais e produtos desalfandegados, e, simultaneamente, a história da Construção Naval, tipos de barcos construídos em Vila do Conde, e respetivas técnicas e processos construtivos utilizados na Construção Naval de Madeira.

  • Réplica da nau quinhentista

 

No projeto de recuperação da Alfândega Régia e do Museu dedicado à tradição da Construção Naval em Vila do Conde, é um precioso complemento a construção da réplica de uma Nau. Para além de um importante elemento de atração turística e lúdica, tem uma função pedagógica, pois, construída com o maior respeito pelas investigações científicas da responsabilidade do Almirante Rogério de Oliveira, incorpora o saber ancestral dos carpinteiros e calafates dos estaleiros vilacondenses. A nau portuguesa do século XVI era um navio redondo, de alto bordo, com uma relação de 3:1 entre o comprimento e a largura máxima, três ou quatro cobertas, castelos de popa e de proa, com três e dois pavimentos, respetivamente, cuja arquitetura se integra perfeitamente no casco; arvorava três mastros, o grande e o traquete com pano redondo, e o da mezena com pano latino. A nau, assim concebida, satisfazia uma maior necessidade de capacidade de carga do que a conhecida até então nas navegações portuguesas. As viagens para a Índia eram tão longas, que forçavam os navios ao transporte de grande quantidade de alimentos sólidos e líquidos para o sustento da tripulação, tanto mais que a rota impunha longos períodos de navegação sem se ver a costa ou quaisquer pontos de apoio. Acrescia o fator comercial: o comércio das especiarias implicava o transporte de uma carga valiosa, mas volumosa, que requeria espaços adequados para o seu acondicionamento. A tudo respondia a nau, com o seu casco bojudo, e ampla capacidade de acomodação. A fim de mostrar a complexidade da organização das viagens, a Nau apresentará os camarotes do piloto e do cartógrafo, material cartográfico, instrumentos e técnicas de navegação, cozinha e despensa, procurando elucidar sobre a complexidade e as vicissitudes da vida a bordo.

 

Morada: Rua Cais da Alfândega, 4480-702 Vila do Conde

Contacto Telefónico: 252 240 740

E-mail: museus@cm-viladoconde.pt

Site: http://www.cm-viladoconde.pt

 

Solar São Roque

Descrição: Este imóvel foi pertença de António Carneiro Figueiredo Pereira Coutinho de Vilhena Rangel. Erguido nos finais do século XVIII, situa-se na Rua do Lidador, antiga Rua Nova, aberta durante o reinado de D. Manuel I, e assenta sobre antigas fundações de um imóvel quinhentista, visíveis que são ainda elementos insertos na fachada posterior e a nível do 1º piso. Imóvel com uma forma arquitetónica de alguma erudição, confina com interessantes exemplos de arquitetura quinhentista. A dimensão e volume das suas fachadas, com um desenvolvimento de 30 metros de comprimento, constituem o elemento mais dominante na sua envolvente. O rés-do-chão seria usado para arrecadações. A existência de uma manjedoura no sector sul do edifício indicia a existência de uma cavalariça e no sector norte do imóvel encontram-se algumas paredes e portais de aparelho quinhentista. O estado de ruína do imóvel quase fez desaparecer os elementos que poderiam informar e refazer a planta do primeiro andar, cujas paredes eram construídas em taipa, sujeitas, portanto, a um processo de degradação mais acelerado.

O projeto de recuperação deste edifício compreendeu uma residência de estudantes, complemento das instalações da Escola Superior de Estudos Industriais e Gestão, que integram o Instituto Politécnico do Porto, e, ocupando todo o rés-do-chão, uma galeria de arte cinemática, o primeiro espaço no país exclusivamente dedicado à apresentação de obras de artistas nacionais e estrangeiros que expressem uma forte ligação ao imaginário do Cinema. Fotografia, vídeo, artes plásticas, música e, sobretudo, a interação destas linguagens com o universo cinematográfico. A programação anual da galeria é da responsabilidade das “Curtas Metragens”, organizadores do Festival Internacional de Cinema de Vila do Conde, evento anual de relevância internacional e que constituiu uma das fontes de inspiração para este projeto. Este novo equipamento cultural comporta ainda a “Livraria Municipal”, dedicada, em exclusivo, a livros e autores intimamente ligados a Vila do Conde, ou que escreveram sobre o nosso concelho.

 

Morada: Rua do Lidador 4480-791 Vila do Conde

Contacto Telefónico: 252 648 226

Site: http://www.cm-viladoconde.pt

Teatro Municipal

Descrição: A revitalização do Cineteatro Neiva - aberto ao público em 1949 e encerrado na década de 80 - agora recuperado e transformado em Teatro Municipal, constitui um elemento fundamental para a estratégia de dinamização cultural de Vila do Conde e da Área Metropolitana do Porto. Com efeito, o Teatro Municipal pretende desempenhar um papel estratégico na política cultural municipal, ao procurar melhorar as condições de realização de eventos de dimensão nacional e mesmo internacional, diligenciar no sentido de captar novos eventos, fidelizar novos públicos, bem como reforçar as dinâmicas de animação cultural. Com um investimento que ronda os 8,5 milhões de euros, comparticipado por fundos comunitários e estatais, o Teatro Municipal comporta uma lotação de cerca de 800 lugares, provido com todas as condições de conforto para os espectadores, distribuídos por três salas: a sala principal (sala 1) , um auditório (sala 2) e um salão nobre. Dispõe ainda de uma sala de ensaios, de um bar de apoio ao equipamento e diversos serviços de apoio à atividade, designadamente foyers e camarins. Todas as salas estão dotadas de régie com equipamento de projeção de cinema analógico e vídeo digital e régie de luz e som. A Sala 1, compreende uma caixa de palco com uma teia apetrechada com varas eletrificadas comandadas eletronicamente, incorpora uma concha acústica para a realização de concertos musicais e um fosso de orquestra com capacidade aproximada de 50 músicos possibilitando a realização de espetáculos de ópera. A Câmara Municipal, consciente que a cultura é um factor valorativo que introduz conhecimento, credibilidade e autoestima nos cidadãos, ciosos de salvaguardar o seu património e os seus valores culturais, procedeu à elaboração de um programa, com um conjunto vasto de atividades para o Teatro Municipal, que com toda a certeza animará Vila do Conde.

 

Morada: Av. Dr. João Canavarro 4480 – 668 Vila do Conde

Contacto Telefónico: 252 290 050

Email:teatromunicipal@cm-viladoconde.pt

Site: http://www.cm-viladoconde.pt